durou muito o que era provisório
mas de repente, quando cheguei a acreditar que era pra sempre,
se foi.
e nos seus olhos se via o seu desprezo, que eu nunca pude corrigir
sentir-me impossível de amar, desprezível.
como quem não se merece nada.
e agora ando na rua, como se nunca tivesse sentido
como se nunca tivesse me visto odiosa nos seus olhos
a quanto tempo que não se vê carinho em olhos alheios
o que algum dia foi cores, agora é preto, profundo preto
e eu olho e olho, procuro bem no fundo, com a esperança de ver alguma cor,
e de repente, percebo que era só esperança, as cores nunca existiram
eu era cega e via cores, e agora que enxergo, só vejo preto
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