quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Passeio no parque

Outro dia, ao efeito de sentimentos, brisei o tempo.
O tempo para e parece passar muita coisa naquele instante, quando voltamos ao real vemos que o tempo quase não passou e foi tudo arte do cérebro.
Fico pensando se o não conseguimos fazer isso na hora que queremos, pensar em várias coisas ver o tempo passar mais devagar, sentir como passa... tive a impressão de ver os slides de um filme, como se conseguisse vagarosamente ver os slides subliminares.
Coisas que a sobriedade não nos permite ver.
Fico pensando no tempo de ser jovem, que passa tão rápido, como fazê-lo passar mais devagar...
para dar saudades quando passar. Para não querer voltar atrás e por não ter feito nada.
Então experimento com responsabilidade e vida, podendo curtir os momentos felizes, chorar os tristes, rir dos idiotas, dormir nos cansativos (ultimamente ando com sono...)

Faz sentido a vida jovem, apelar para drogas e outras coisas, mas sempre sabendo a hora de voltar. Voltar pra razão de uma sociedade que nos prende.
Voa longe, foge, deseja algo que não seja o agora, nem o futuro nem o passado, deseja algo diferente do real.
Sai da sala, quarto ou ônibus, foge ao suplício de alegrias já conquistadas, alegrias que ainda virão.
Surrealiza o agora, inconscientimente presta atenção ao real, vivendo a intensidade do pensamento que passa na sua mente.